Uma meia verdade pode ser mais prejudicial que uma mentira completa

Vivemos em uma era em que se produzem milhões de informações diferentes diariamente. A maioria dessas informações, oriundas das mais diversas fontes ou simplesmente copiadas, adaptadas, fundidas ou simplesmente originais, tem um ou mais dos seguintes objetivos:

a) Persuadir  o leitor a adotar algum tema ou procedimento, comprar ou vender alguma coisa. Em suma, decidir a favor de uma determinada ideia ou sugestão;
b) Dissuadir o leitor de um determinado comportamento, buscando alterar procedimentos ou costumes, que de alguma forma são contrários aos desejos da fonte da informação;
c) Elogiar o leitor ou algo, ou alguém a ele relacionado, destacando valores, exemplos ou procedimentos meritórios de alguma forma, aos olhos do emissor da informação;
d) Atacar o leitor ou algo, ou alguém a ele relacionado, criticando valores, exemplos ou comportamentos não recomendáveis de alguma forma, aos olhos do emissor da informação;
e) Defender o leitor ou algo, ou alguém a ele relacionado, destacando valores, exemplos ou procedimentos sob o ataque de outrem, o que de alguma forma constituiria uma injustiça, aos olhos do emissor da informação.
Observem que estou mencionando aqui, talvez com outras palavras, os cinco discursos básicos da Retórica (persuasão, dissuasão, encomio, invectiva e  defesa). Como disse, numa época em que a quantidade de mensagens é muito volumosa, dificilmente teremos condições de avaliar com segurança se estamos, ou não, sendo alvos de tentativa de manipulação por terceiros.
Infelizmente, a superficialidade com que tratamos temas importantes na maioria das vezes, como educação, saúde, família, valores morais, e outros característicos de nosso estágio de civilização, impede que entendamos tais discursos tal como são e, muitas vezes, levados por aspectos relacionados á vida em comunidade, somos capazes de tomar decisões muito equivocadas. Algumas dessas decisões são de difícil reversão, ou, quando o são, deixam sequelas importantes.
O fato é que sempre temos escolhas em todos os momentos de nossas vidas. Se escolhemos certo ou errado depende do nível de informação de que dispomos, e se avaliamos devidamente os riscos a que poderemos nos submeter, se adotarmos a decisão errada.
Até ai, nada demais. Mas é preciso que reflitamos: se todos sabemos que fumo faz mal, porque tantos ainda fumam? Se todos sabemos que o sedentarismo faz mal e abrevia nossa vida útil, porque tantos são ainda sedentários? Se sabemos que as drogas são muito prejudiciais á nossa saúde,  porque iniciamos sua ingestão, até um ponto em que não podemos, sem ajuda, nos livrarmos desse mal?
Os exemplos que dei acima são os mais evidentes, mas existem muitos outros que, sub-repticiamente, interferem em nosso cotidiano, por razões comerciais ou de conveniência de um outro grupo de interesse. O que seria a “moda” se não uma dessas interferências? Porque uma certa cor ou estilo de roupa está na “moda”  ou é uma “tendência”  de mercado? Quem disse isso, e por que? E porque nós acreditamos e passamos a consumir o que nos é oferecido?
Com a oferta tecnológica em explosão que vemos em nosso dia a dia, inúmeras fórmulas, produtos ou procedimentos são oferecidos como “mais importantes”, “milagrosos”  ou a “ultima tendência dos astros da TV”, ou qualquer outro discurso semelhante que nos faça aderir ao que se diz, sem ao menos pensar no que estamos escutando.
O Corpo Humano, esse Templo sofisticado que recebemos e vem sendo aperfeiçoado há milênios, tem também as suas verdades, e é também atacado por todos esses discursos. Os objetivos são óbvios: captar a atenção e atrair os recursos que estejam disponíveis, sacando-os do bolso do leitor para o bolso do emissor da mensagem. Um, dentre muitos exemplos recentes, pode ser lembrado. Há algum tempo, houve uma campanha maciça em todos os canais de TV anunciando uma fórmula mirabolante para perder a gordura abdominal. Bastava usar um pequeno aparelhinho que dava pequenos choques elétricos, os quais faziam a musculatura se contrair e, em consequência, provocariam uma melhor modelagem. A campanha era forte e contava com o apoio de importantes “formadores de opinião”, dentre eles destacados profissionais da área de saúde. Escândalo? Não. Todos eles estavam defendendo o leite das crianças e sendo pagos para vender uma ideia que não era o que dizia, mas apenas uma meia verdade.
Nos últimos tempos, passou a ser mais importante medir percurso, velocidade e distância do que avaliar esforço. E a vinda dos equipamentos GPS e sua portabilidade tornou esse sonho de medição verdadeiro. Contudo, essa é apenas uma parte do problema. A outra metade, e bem mais importante, é que  o coração – aquele tal órgão que esquecemos com frequência – continua lá, fazendo o seu trabalho. E é através dele que medimos até onde nosso corpo pode ir. Não há nada mais eficiente do que isso, porque não existe qualquer outra linguagem em nosso corpo que nos diga onde devemos parar, exceto a dor, e esta tem um preço muito alto.
A Polar exerce o melhor diálogo com o coração de seus usuários, e esta tem sido a sua mais importante missão, apesar de acompanhar também as outras curiosidades que o mercado oferece, inclusive medições via GPS. Mas, como dissemos antes, preferimos a verdade completa, e esta só se obtém escutando também o que o nosso coração diz.
Autor: José Carlos de Seixas
Proximus Tecnologia / Distribuidor Polar no Brasil
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Sobre resistpts

Sou Personal Trainer. Especialista em Treinamento Individual e Qualidade de Vida- PUC/PR e Fisiologia do Exercício - UFPR.
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