WOD 1092

“TYLER”

5 rounds for time of:
7 Muscle Ups 21
Sumo Deadlift High Pulls, 95/65 lbs

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Cheirar amônia antes de 1RM. Para que serve?

Certamente muitos já se depararam com essa cena, o atleta inalando uma substância antes de entrar na competição. O que estes atletas estão cheirando é chamado de inalante de amônia, ou em inglês também chamado de smelling salt.

Os inalantes de amônia são comumente utilizados como um recurso ergogênico por atletas de diferentes modalidades, pois acredita-se que ele melhora o desempenho através do aumento do estado de alerta e foco.

São tipicamente encontrados em forma de cápsula, onde contém o carbonato de amônia (substância ativa) e alguma fragrância ou perfume, para disfarçar o forte cheiro da amônia, e são classificados como estimulante respiratórios. Ao ser inalado, o gás de amônia presente causa irritação nas vias respiratórias (mucosa nasal, esofágica, e pulmões) que leva a um reflexo inalatório. Este reflexo inalatório altera o padrão da respiração, que resulta em um maior fluxo respiratório, isso é, mais oxigênio é levado para os tecidos, principalmente para o cérebro. Com a maior concentração de oxigênio no cérebro, maior a ativação do sistema nervoso central e maior é o estado de alerta.

A amônia também tem caráter neuromodulador, isso significa que tem capacidade de causar excitação nos neurônios, aumentando o tônus simpático, contribuindo assim para o aumento da transmissão sináptica que, consequentemente também aumenta o estado de alerta.

Historicamente os inalantes de amônia têm sido indicados em casos de desmaio e tonturas desde o início do século XIII, uma vez que o fluxo respiratório for aumentado, a pessoa poderia retomar a consciência. Na idade média foi usado em forma de urina fermentada para alterar a cor de corantes vegetais. No século XVII, uma solução aquosa de amônia, também chamada de aquila coelestis, era obtida a partir da destilação dos chifres e cascos de veados que, quando cristalizados, tornavam-se carbonato de amônio, que era chamado de sal (espírito) de chifre-de-viado. E também chegou a ser conhecida como “amônia de padeiro”, pois foi um precursor das versões modernas do fermento culinário.

Ainda que tenha sido amplamente utilizado, a amônia em si é considerada tóxica, o que faz com que seja contra-indicada pela comunidade médica, sendo utilizada atualmente apenas em casos restritos em hospitais.

Dentre seus efeitos adversos observa-se tosse, diarréia, dificuldade de respirar, dor de cabeça, vômico e reações alérgicas. Em contato com a pele ou os olhos pode causar queimaduras. E em altas concentrações pode causar danos severos aos pulmões e agravar lesões cerebrais em decorrência de contusões. Por esta razão foi proibida no boxe.

Mas apesar disto, não existem relatos de toxicidade em baixas concentrações.

Ainda que o mecanismo seja bem conhecido, a literatura carece de estudos que visam avaliar os reais efeitos dos inalantes no desempenho atlético. Em um estudo conduzido por Scott et al (2014), 25 indivíduos com no mínimo 3 anos de experiência em treinamento resistido, capazes de agachar com no mínimo 1,5x o peso corporal, e realizar supino com pelo menos 1x o peso corporal, realizaram um protocolo onde inalava-se a amônia (IA) ou o placebo (VVR) e executava o número máximo de repetições a 85% de 1RM estabelecido em uma sessão dias antes. Alguns dias depois o mesmo procedimento mas agora com a substância inversa.

No número de repetições não houve diferença significativa (IA = 6.7 ± 2.3 e VVR = 6.4 ± 1.8; P = 0.403) ou no supino (IA = 5.4 ± 1.2 e VVR = 5.2 ± 1.6; P=0.422). Também foram estimados novos 1RM a partir no número de repetições com a carga de 85%, onde no agachamento houve uma diferença de 6kg para o placebo e 7kg para o inalante de amônia, a partir das cargas do pré-teste. No supino não houve diferença significativa.

O grande problema do estudo em si é que, além de serem apenas 25 indivíduos participando do experimento, o próprio protocolo não se assemelha a uma competição. Nas competições de levantamento de peso o indivíduo precisa levantar a maior carga possível, e não realizar o maior número de repetições a uma determinada intensidade. Da mesma forma, os autores colocam a diferença de 1RM estimado do placebo para o inalante como não sendo significativa, mas em uma competição 1kg é a diferença entre ganhar e perder.

Mesmo com tantos vieses, não existem mais estudos que avaliem os efeitos dos inalantes de amônia em levantamento de peso. Isso mesmo, só existe este estudo sobre o assunto.

Entre atletas não existe relatos de casos referentes ao uso dos inalantes. Dessa forma a recomendação para eles é que, se sentem melhora de desempenho e não apresentam nenhum tipo de reação adversa, que continuem a fazer o uso da substância.

A relação entre ergogênicos e desempenho atlético é muito difícil de ser estudada, pois o desempenho em si é multifatorial, e nunca será possível isolar apenas a variável do ergogênico. Por esta razão a prática sempre será soberana, se não estiver fazendo mal e o atleta sente que tem melhor desempenho, é o que vale. Independente de a substância ter suporte científico ou não.

Referências:

Brunton L., Chabner B., Knollman B. Goodman and Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics. 12th Edition, 2011.

Campbell S. Severe ventilatory depression reversed with aromatic ammonia inhalation. N Engl J Med, 1988.

McCrory, P. Smelling salts. Br J Sports Med, 2006.

McEvoy GK. AHFS Drug information. Bethesda, MD: American Society of Hospital Pharmacists, 1994.

Scott R. Richmond, Adam C. Potts, Joseph R. Sherman. The Impact of Ammonia Inhalants on Strenght Performance in Resistence Trained Males. Journal of Exercise Physiologyonline, 2014.

Velasquez, James R. The Use of Ammonia Inhalants Among Athletes. Strenght & Conditioning Journal, 2011.

Autor: @FabricioZanchettaCE

WOD 1091

3 rounds for time of:
60 Double Unders
12 Chest-to-bar Pull-ups
20 Pistols (Alternating Legs)s

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WOD 1090

For time/ Cap Time 5′
30 Wall Balls, 9/6 kg
20 Clusters, 34/25 kg
Row, 500 m

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WOD 1089

With a continuously running clock perform:
1 Front Squat, 70% 1RM in the first 1 min,
2 Front Squats, 70% 1RM in the second 1 min
3 Front Squats, 70% 1RM in the third 1 min

Continuing this for as long as you are able.

SONY DSC

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WOD 1088

3 rounds, 1 min per station, of:
Sumo Deadlift High-pull, 34/25 kg
AbMat Sit-up
Rope Climb

Then…

As many reps as possible in 3 mins of:
Double Under

SONY DSC

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WOD 1087

Coe
10 rounds for time of:
10 Thrusters, 95 lbs
10 Push Up (Rings)sIMG-20170304-WA0036

 

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WOD 1086

As many reps as possible in 10 mins of:
Row, 1 km
Bench Press, 34/25 kgSONY DSC

 

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